Mariana: a mãe atípica que viralizou e foi vista
Após um desabafo emocionante sobre a rotina solitária com um filho autista, Mariana vê sua vida ser transformada ao ganhar milhões de seguidores.
Mariana será homenageada pela Associação Internacional dos Embaixadores da Paz no Brasil - AIEB / Imagem: Divulgação Mariana Ferreira, moradora de Bacabal, no interior do Maranhão, viralizou após compartilhar um relato cru e honesto sobre os desafios de ser mãe solo de dois filhos: um menino de três anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e uma bebê recém-nascida de apenas dois meses.
A repercussão começou com o vídeo de uma entrevista a um repórter local, no qual Mariana expunha a exaustão física e emocional de cuidar sozinha das crianças em meio a graves dificuldades financeiras. Ela relatou que o ex-marido está preso e que se sentia sobrecarregada, cansada e sem apoio. "Não tenho tempo nem de tomar banho."
O desabafo gerou uma onda de engajamento de pessoas de várias regiões do Brasil. Em poucos dias, o perfil de Mariana (@marianaferreira7916) saltou de uma conta comum para um fenômeno com mais de 2 milhões de seguidores.
RESULTADO
• Mariana recebeu doações que incluíram uma casa mobiliada, eletrodomésticos (geladeira, fogão, sofá), um celular novo e até uma motocicleta zero quilômetro.
• A influenciadora Thaynara OG (com quase 6 milhões de seguidores no Instagram) encontrou-se com Mariana em São Luís, reforçando a visibilidade à jovem mãe atípica.
• Após o caso ganhar proporção nacional, a Secretaria de Assistência Social de Bacabal passou a acompanhar a família, fornecendo apoio técnico e cestas básicas.
Mariana virou tema de música de um MC, e ainda será homenageada pela Associação Internacional dos Embaixadores
da Paz no Brasil - AIEB com a medalha mérito global de proteção à
criança e adolescente.
Realidade além dos números
Embora a rede solidária tenha mudado a realidade imediata de Mariana após seu vídeo viralizar, o caso expõe a vulnerabilidade silenciosa de milhares de brasileiras que enfrentam o autismo sem rede de apoio e que ainda não tiveram a mesma sorte de serem vistas ou assistidas.
Tomara que viralizem mais vídeos de outras mães atípicas que vivem abandonadas e além dos próprios limites, para que a sociedade e o poder público também as vejam. Elas não têm a pretensão de se tornar celebridades; só querem sair da invisibilidade.
Editorial




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