Congresso no Acre debate diagnóstico precoce e desafios no tratamento de transtornos do neurodesenvolvimento
Evento reúne estudantes, profissionais e familiares para discutir avanços científicos, práticas clínicas e a realidade do atendimento a pessoas com TEA, TDAH e outras condições no Norte do país.
Um dos destaque é o Dr. Feres Chaddad, professor da USP. / Foto: Divulgação O Acre é palco de um importante encontro voltado à saúde e à inclusão: o I Congresso Acreano de Transtornos do Neurodesenvolvimento, que é realizado no auditório do Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco. Com o tema “Perspectivas de diagnóstico precoce e manejo de intervenção tardia”, o evento propõe um debate necessário sobre os desafios e avanços no cuidado de pessoas com condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, apraxia de fala e síndromes neurológicas da infância.
O congresso tem início nesta sexta-feira (24) e segue com programação no sábado (25), reunindo especialistas de diferentes áreas. Um dos destaques é a participação do professor Dr. Feres Chaddad, que veio diretamente de São Paulo. O especialista é docente da Universidade de São Paulo (USP), possui pós-doutorado pela mesma instituição e atua como chefe da neurocirurgia vascular em hospital de referência.
Durante sua palestra, devem ser apresentados avanços da neurocirurgia moderna, incluindo técnicas inovadoras como cirurgias com o paciente acordado, além de novas abordagens no tratamento de tumores cerebrais e aneurismas — procedimentos que têm impacto direto na recuperação e qualidade de vida dos pacientes.
Integração de conhecimentos e práticas

Voltado a acadêmicos, profissionais da saúde e também familiares, o congresso busca integrar conhecimento científico e prática clínica, abrindo espaço para a apresentação de até 200 trabalhos acadêmicos, dos quais os 20 melhores serão selecionados para exposição em formato de pôster. As submissões incluem desde estudos epidemiológicos até relatos de casos clínicos relevantes, reforçando o caráter técnico e científico do encontro.
Além da produção acadêmica, o evento também sinaliza uma tentativa de aproximação com a realidade das famílias atípicas. Um dos destaques é a oferta de vagas com valor reduzido para pais e responsáveis de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento, mediante comprovação — uma medida que, embora limitada em número, indica a importância da participação desse público no debate.
A programação contempla áreas como neurologia, neuropediatria e neurocirurgia, abordando desde diagnóstico até complicações clínicas e intervenções terapêuticas. A proposta é ampliar o olhar sobre o neurodesenvolvimento, especialmente em regiões onde o acesso a diagnóstico precoce e tratamento especializado ainda enfrenta barreiras estruturais.




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