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Porto Velho,19/05/2026

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Pioneiras do movimento inclusivo em Rondônia são homenageadas

Pioneiras ajudaram a construir legados e abriram caminhos para novas gerações de mães atípicas e ativistas da inclusão.


Pioneiras do movimento inclusivo em Rondônia são homenageadas Mulheres que transformaram a dor em mobilização social. Foto: Imprensa Atípica

Elas começaram a lutar por inclusão e direitos em uma época em que a maternidade atípica ainda era invisibilizada e o acesso a tratamentos, terapias e informação era muito mais limitado. Durante anos, enfrentaram desafios praticamente sozinhas, antes mesmo da existência de redes de apoio organizadas.

Com o tempo, transformaram a própria dor em mobilização social, reuniram outras mães e ajudaram a construir movimentos pioneiros que abriram caminhos para a luta inclusiva em Rondônia.

Flaviana Tertuliana, Edilza Alves e Marxilene Bezerra são nomes reconhecidos por suas trajetórias na defesa das pessoas com deficiência e das famílias atípicas. As três foram homenageadas durante o evento realizado neste domingo (17), no Clube da OAB, em reconhecimento às contribuições que deram para o fortalecimento da causa inclusiva no Estado.

A homenagem foi realizada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), em parceria com a Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da OAB Rondônia.

Durante o evento, a secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, e a representante da OAB, Luzinete Xavier, destacaram a força e a importância da atuação dessas mulheres para os movimentos inclusivos mais recentes. Segundo elas, as pioneiras ajudaram a construir legados e abriram caminhos para novas gerações de mães atípicas e ativistas da inclusão.

Marxilene Bezerra

Nascida em Porto Velho, Marxilene Bezerra Vieira (de camisa rosa) é pedagoga, mestre em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) e possui pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior e Gestão Escolar.

Sua trajetória na causa inclusiva começou a partir da experiência como mãe atípica de Marina Bezerra. A vivência pessoal impulsionou sua atuação voltada à inclusão de pessoas autistas e de outras pessoas com deficiência.

Marxilene coordenou durante cerca de dez anos o projeto Movidos pelo Amor, iniciativa voltada ao acolhimento de famílias e à promoção da inclusão social. Também atua ministrando palestras e cursos sobre inclusão e conscientização.

Ela é idealizadora da tradicional soltura de balões realizada durante o Abril Azul, em Porto Velho, além de autora e coordenadora do projeto IncuTEA, voltado à conscientização e inclusão de pessoas autistas.

Flaviana Tertuliana

Assistente social, pós-graduada em psicopedagogia e acadêmica de Terapia Ocupacional, Flaviana Tertuliana é uma das principais referências da luta pelos direitos das pessoas com deficiência e das mães atípicas em Rondônia.

Ela é fundadora e coordenadora do Movimento Mães Coragem Indesistíveis, criado inicialmente como um grupo de estudos voltado à compreensão da legislação e dos direitos das pessoas com deficiência. Com o tempo, o movimento se transformou em uma importante rede de apoio emocional e mobilização social para mães atípicas.

Mãe de três filhos, sendo dois com deficiências múltiplas, Flaviana utiliza a própria vivência como base para a militância em defesa da inclusão, da educação inclusiva, do acesso a terapias, da estimulação precoce e do acolhimento às famílias.

Ao longo dos anos, também passou a atuar em debates sobre saúde mental das mães atípicas, capacitismo, acessibilidade e fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.



 Edilza Alves

Natural de Guajará-Mirim (RO), Edilza Alves Ascui de Oliveira se tornou uma das principais lideranças da luta pelos direitos das pessoas com deficiência em Rondônia.

Ao lado de Flaviana Tertuliana e de outras mães, ela fundou o Movimento Mães Coragem Indesistíveis.

A militância de Edilza começou a partir da maternidade atípica. Seu filho, João Victor Alves de Oliveira, foi diagnosticado com síndrome de West, condição neurológica rara que afeta o desenvolvimento motor e cognitivo.



Diante dos desafios enfrentados pela família, Edilza passou a buscar conhecimento sobre deficiência, inclusão e direitos sociais. Participou de fóruns, encontros e movimentos sociais até compreender que a luta precisava alcançar outras famílias na mesma situação.

Desde então, atua em ações de conscientização, acolhimento e defesa de direitos das pessoas com deficiência e de suas famílias.

Lideranças parceiras no evento


A coordenação do evento também destacou as representantes de entidades parceiras, com atuação voltada à defesa das pessoas com deficiência e ao acolhimento das famílias atípicas:



Nilza Maria — presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Rondônia (AMA-RO);
Eliane Guatel — presidente da Associação das Mães Atípicas Empreendedoras do Estado de Rondônia;
Priscilla Pantoja — representante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Porto Velho (APAE-PVH);
 Edilma Farias Dourado — representante da Pestalozzi de Porto Velho.




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