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Porto Velho,20/05/2026

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MEC cria rede nacional para combater capacitismo nas escolas com protagonismo de pessoas com deficiência

Nova política do governo federal prevê participação de autistas e pessoas com deficiência em ações de conscientização, além de ampliar formação de professores e apoio às escolas


MEC cria rede nacional para combater capacitismo nas escolas com protagonismo de pessoas com deficiência Foto: Angelo Miguel/MEC

O combate ao capacitismo dentro das escolas brasileiras passa a integrar oficialmente a estrutura da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei), regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Portaria nº 421/2026, publicada na segunda-feira (18).

Considerado um dos pontos mais inovadores da nova política, o governo federal criou a Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo, formada por pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autistas, que atuarão em ações de conscientização e enfrentamento à discriminação no ambiente escolar.

A proposta busca fortalecer o protagonismo dessas pessoas na construção de uma educação mais inclusiva, humanizada e livre de preconceitos.

A portaria também regulamenta a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei), estrutura que organizará as ações da política em todo o país, garantindo apoio técnico, formação continuada e articulação entre estados e municípios.

Segundo o MEC, a educação especial inclusiva deverá ocorrer de maneira transversal em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, assegurando acesso, permanência, participação e aprendizagem aos estudantes com deficiência, autistas e alunos com altas habilidades ou superdotação.

Articuladores em todo o país

Entre as medidas previstas está a criação da Estratégia de Articulação Intersetorial, composta por 2.003 articuladores que atuarão nos territórios como representantes do MEC, auxiliando redes de ensino e escolas na implementação da política.

Esses profissionais deverão apoiar a elaboração de normativas, promover formações e colaborar no planejamento de ações voltadas à inclusão escolar.

A política também prevê a implantação de 27 Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço, sendo um em cada unidade da federação, com foco na capacitação permanente de gestores e professores.

Outro eixo da política será o Observatório da Educação Especial Inclusiva, que funcionará em parceria com uma universidade federal para acompanhar, estudar e fortalecer as ações desenvolvidas na área.

Atendimento especializado 

A nova regulamentação reafirma ainda a obrigatoriedade da oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas redes públicas de ensino, de forma complementar ao processo de escolarização.

Também serão fortalecidos os Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais, responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e suporte técnico às escolas.





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