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Porto Velho,31/08/2026

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O que muda para o trabalhador com a nova regra do governo sobre saúde mental

A nova regra torna explícita a obrigação de identificar, prevenir e reduzir riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


O que muda para o trabalhador com a nova regra do governo sobre saúde mental Imagem: Pixbay

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigorem 26 de maio, amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores.

A nova regra torna explícita a obrigação de identificar, prevenir e reduzir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como assédio moral, metas abusivas, jornadas excessivas, sobrecarga e falhas na organização das atividades.

Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma questão individual e passa a ser reconhecida também como um tema ligado às condições de trabalho.

A atualização prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir situações que possam levar ao adoecimento mental. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamento por transtornos mentais.

Segundo especialistas, a principal mudança é que o foco deixa de estar apenas no trabalhador e passa a considerar também a forma como o trabalho é organizado. Na prática, isso fortalece o entendimento de que riscos psicossociais fazem parte da saúde e segurança do trabalho.

A expectativa é que a medida contribua para reduzir os afastamentos por transtornos mentais, que vêm crescendo no país nos últimos anos. Levantamentos apontam que milhares de trabalhadores de diferentes profissões já precisaram se afastar por problemas relacionados à saúde mental, especialmente em atividades marcadas por pressão, metas elevadas, jornadas extensas e exposição constante ao estresse.

Com a atualização da NR-1, trabalhadores passam a ter mais respaldo para denunciar condições consideradas abusivas, como pressão excessiva, assédio moral e jornadas abusivas. A fiscalização também poderá cobrar mudanças das empresas mesmo antes de haver casos formais de afastamento.

Onde denunciar

As denúncias podem ser feitas de forma anônima.




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