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Porto Velho,22/03/2026

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Caminhada reforçou luta pela inclusão com acolhimento e amizade

Evento reuniu famílias, autoridades e entidades no Espaço Alternativo, em Porto Velho, com apelo por mais políticas públicas e acolhimento social


Caminhada reforçou luta pela inclusão com acolhimento e amizade Acolhimento, pertencimento e combate à solidão foram os principais enfoques neste ano. / Foto: Imprensa Atípica.ão deste ano.

Unidos contra a solidão, famílias, autoridades, representantes de classe e do poder público caminharam na pista do Espaço Alternativo, em Porto Velho, na tarde deste sábado (21/3), em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Esta foi a sexta edição do evento organizado pelo grupo Tesouros XXI, que neste ano trouxe o tema: “Amizade, Acolhimento, Inclusão... Xô Solidão!”.

(Clique aqui para acessar as fotos do evento)

Na abertura da caminhada, a coordenadora do Tesouros XXI, Helcia Ramalho, destacou a importância da data como um momento de celebrar conquistas, mas também de reconhecer que ainda há muito a avançar. Ela aproveitou a ocasião para reforçar o apelo por inclusão:

“É mais um ano para celebrar e, ao mesmo tempo, pedir inclusão à sociedade. Sabemos que muitas políticas públicas ainda são negadas, e precisamos lutar para ter acesso aos nossos direitos”, afirmou.

Helcia também ressaltou o papel fundamental da sociedade nesse processo: “Pedimos que a sociedade acolha as pessoas com deficiência e que as famílias ensinem sobre a importância de conviver com as diferenças”.

Também participaram do evento a secretária municipal adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília, além de representantes de entidades como a Apae de Porto Velho e a Associação Pestalozzi. A caminhada contou ainda com a presença de autoridades políticas: os deputados estaduais Eyder Brasil e Delegado Camargo, e os vereadores Jeovane Ibiza e Breno Mendes.

O valor da amizade e do acolhimento

A fala de Helcia Ramalho reforça que a inclusão é uma responsabilidade coletiva e precisa ser vivida de forma concreta, com acolhimento. Durante a caminhada, pessoas com e sem deficiência compartilharam o mesmo espaço com respeito e empatia — um reflexo do que se espera da sociedade no dia a dia.

A expectativa é que esse exemplo se estenda para além do evento, garantindo que pessoas com deficiência se sintam verdadeiramente acolhidas e respeitadas em todos os ambientes.

Vitor, de 34 anos, é um dos participantes mais assíduos da caminhada. Acompanhado pela mãe, dona Terezinha, ele participa todos os anos. O evento também é sobre ele, mas sua motivação vai além: a caminhada é uma oportunidade de reencontrar pessoas queridas.

Durante o evento, Vitor reencontrou a professora Lane Veloso, da Apae de Porto Velho, por quem demonstra grande carinho, e também o amigo Cesar Augusto, com quem estudou na Escola Estadual de Ensino Especial CENE. Feliz com os reencontros, ele fez questão de registrar o momento ao lado dos amigos.


Vitor de mãos dadas com a professora Lane e abraçado ao amigo César. (Imprensa Atípica)


Inclusão na prática

Em sua fala na abertura do evento, a secretária municipal adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília, reconheceu que “existe muito discurso bonito sobre inclusão, mas, na prática, a realidade ainda é muito diferente”. Ela destacou que garantir matrícula em escola ou acesso a atendimentos básicos não é suficiente. “Não se trata apenas de aceitar, mas de acolher de verdade”, enfatizou.

A caminhada em Porto Velho, no Dia Internacional da Síndrome de Down, reforçou não apenas a importância da inclusão, mas também o valor das relações, do acolhimento, do pertencimento e do combate à solidão — tema central da mobilização deste ano.

A campanha “Amizade, Acolhimento, Inclusão... Xô Solidão!” destaca que “estar presente não é o mesmo que estar incluído”, defendendo que o pertencimento e os vínculos afetivos são direitos humanos fundamentais.

A professora de Vitor, Lane Veloso, e de tantos outros alunos que passaram por sua sala na educação especial, é um exemplo de inclusão com acolhimento e vínculo afetivo. “Vitor gosta muito dela, porque ela também gosta muito do Vitor”, revelou a mãe, dona Terezinha.




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