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Porto Velho,28/03/2026

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Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia reforça combate ao preconceito

Condição neurológica ainda é cercada por estigmas, apesar de afetar milhões de pessoas no mundo


Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia reforça combate ao preconceito Uma campanha pelo combate ao preconceito e pela conscientização da importância do diagnóstico.

Celebrado em 26 de março, o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, conhecido internacionalmente como Purple Day, chama atenção para uma condição neurológica que ainda enfrenta desinformação, preconceito e desafios no acesso ao tratamento.

A epilepsia é caracterizada por crises recorrentes causadas por descargas elétricas anormais no cérebro. Essas crises podem se manifestar de diferentes formas — desde convulsões com perda de consciência até episódios mais sutis, como ausências, confusão mental ou movimentos involuntários.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia no mundo, sendo uma das doenças neurológicas mais comuns. No Brasil, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas tenham o diagnóstico.

Muito além da convulsão


Um dos principais desafios no enfrentamento da epilepsia é a falta de informação. A imagem mais conhecida — a convulsão com tremores intensos — não representa todos os casos.

Há pessoas que apresentam crises discretas, como “desligamentos” momentâneos, alterações sensoriais ou comportamentais. Isso faz com que muitos casos passem despercebidos ou sejam confundidos com outros transtornos.

Além disso, o medo e o desconhecimento ainda geram reações inadequadas diante de uma crise.

O que fazer diante de uma crise epiléptica


Especialistas orientam algumas medidas simples, mas fundamentais:

Manter a calma
Deitar a pessoa de lado para evitar aspiração
Afastar objetos que possam causar ferimentos
Não colocar nada na boca
Não tentar conter os movimentos

Caso a crise dure mais de cinco minutos ou se repita em sequência, é necessário acionar o atendimento de urgência.

Tratamento e qualidade de vida

A epilepsia tem tratamento e, em muitos casos, pode ser controlada com o uso contínuo de medicamentos. Quando bem acompanhadas, muitas pessoas levam uma vida normal.

No entanto, o acesso ao diagnóstico adequado, exames e acompanhamento neurológico ainda é um desafio em diversas regiões do país, especialmente fora dos grandes centros.

Relação com  outras condições neurológicas

A epilepsia também pode estar associada a outros transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo. Estudos indicam que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em níveis mais severos, apresentam maior risco de desenvolver crises epilépticas ao longo da vida.

Essa associação reforça a importância do acompanhamento médico contínuo, principalmente em casos com comportamentos autolesivos, como cabeçadas, que podem potencializar riscos neurológicos.

Combate ao preconceito

Apesar dos avanços científicos, o estigma ainda é uma das maiores barreiras enfrentadas por pessoas com epilepsia. Mitos antigos — como a ideia de que a condição é contagiosa ou ligada a questões sobrenaturais — ainda persistem em algumas comunidades.

O Dia Mundial da Conscientização surge, portanto, como uma oportunidade de informação, empatia e inclusão.

Mais do que falar sobre a doença, a data propõe um olhar mais humano: garantir que pessoas com epilepsia tenham acesso a diagnóstico, tratamento e respeito.




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