Governo apresenta soluções para ampliar perícias do BPC em regiões de difícil acesso
Tecnologias como perícia conectada e atendimento itinerante buscam reduzir filas e ampliar acesso ao benefício
A proposta é reduzir o deslocamento de beneficiários / Foto: Edson Leal (MPS) O Governo Federal apresentou, nesta semana, novas estratégias para ampliar o acesso às perícias médicas do Benefício de Prestação Continuada (BPC), durante o Fórum Regional de Seguridade Social. Entre as iniciativas estão a chamada “perícia conectada” e o projeto PrevBarco, voltados principalmente para populações que vivem em regiões de difícil acesso.
A perícia médica é uma etapa obrigatória para a concessão do BPC, benefício assistencial destinado a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda. No entanto, a dificuldade de acesso a agências do INSS e a escassez de peritos têm sido entraves históricos, gerando filas e atrasos na análise dos pedidos.
Perícia conectada
Uma das principais novidades é a perícia conectada, que permite a realização do procedimento de forma remota, com apoio de unidades de saúde ou estruturas públicas locais. A proposta é reduzir o deslocamento de beneficiários e acelerar a análise dos requerimentos.
A medida pode impactar diretamente pessoas com deficiência severa, incluindo autistas com alto nível de suporte, que enfrentam dificuldades logísticas e sensoriais para se deslocar até locais de atendimento.
Atendimento itinerante
Outra solução apresentada foi o PrevBarco, unidade fluvial que leva serviços da Previdência Social a comunidades ribeirinhas e isoladas. A iniciativa inclui atendimentos relacionados ao BPC, ampliando a cobertura em áreas onde o acesso presencial é limitado.
Desafio ainda é estrutural
Apesar dos avanços, especialistas apontam que o principal desafio continua sendo estrutural: a falta de profissionais e a alta demanda por perícias.
Para famílias que dependem do BPC, especialmente aquelas com pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, a demora na avaliação pode significar meses sem renda mínima garantida.
As novas ferramentas surgem como tentativa de reduzir essas barreiras, mas a efetividade dependerá da implementação e da capacidade de alcance em todo o país.




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