Grupo de dança da Apae ajuda na socialização
A dança transforma. As possibilidades vão além dos limites.
Eles se apresentaram com figurinos típicos da cultura nortista / Foto: Divulgação No ritmo do carimbó, eles não apenas dançaram, mas mostraram ao público que dedicação, talento e superação caminham juntos, e foram muito aplaudidos durante a apresentação no evento de lançamento da segunda etapa do projeto "PCDs + Mães Atípicas", no Instituto Federal de Rondônia (IFRO), zona Norte de Porto Velho.
Os dançarinos Maria Antonieta, Milena Falcão, Evellyn Cristine, Arthur Denis e Kaike Ponte tiveram uma excelente performance na execução das coreografias criadas pela professora de arte Ana Martins.
Eles se apresentaram com figurinos típicos da cultura nortista e maquiagem realizada carinhosamente pela cuidadora Marisa Moreira. Marisa, inclusive, foi a primeira coreógrafa do grupo, formado em dezembro do ano passado para uma apresentação no evento Mesa Brasil SESC 2025.
Marisa identifica que, em pouco tempo, já houve transformações através do grupo de dança. "Alguns tinham dificuldade de se socializar. Mas agora, eles estão interagindo mais", relatou.
Entre os integrantes, Kaike Ponte, de 17 anos, é o aluno mais novo na Apae. Ele ingressou na instituição poucos meses antes de o grupo de dança surgir e, para participar, precisou superar um desafio pessoal: a timidez.
A mãe, Cássia Ponte, relata a felicidade ao ver o filho no palco: “Foi muito bom ver ele se soltando. Meu filho é bastante tímido, mas está se identificando na Apae. Depois que entrou nesse grupo de dança, está evoluindo mais ainda e fazendo amizades”, declarou Cássia, animada com a transformação na vida de Kaike.
O poder da dança na socialização
Casos como o de Kaike reforçam como a dança é uma ferramenta poderosa para a socialização de pessoas neurodivergentes. A atividade promove o movimento, a consciência corporal, a disciplina e a interação em grupo, ajudando a romper o isolamento e a fortalecer a autoestima.
Para a professora de artes Ana Martins, ver essa evolução de perto é gratificante. “A dança transforma. As possibilidades vão além dos limites. Ver a alegria deles ao final de cada apresentação, vê-los se esforçando, aprendendo e fortalecendo vínculos afetivos, traz uma alegria imensa! É a maior recompensa”, declarou Ana.
Além do grupo de dança, na Apae de Porto Velho ocorrem atividades de musicalização e ludicidade, voltadas à todos os alunos, com alta e baixa funcionalidade.
Segue o vídeo publicado no perfil da Apae/PVH no Instagram e, abaixo, mais fotos:




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