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Porto Velho,26/04/2026

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Especialista defende integração entre terapeuta, escola e família na aplicação da Psicomotricidade

Para Ithalissa Bonfim, os melhores resultados terapêuticos acontecem quando há uma atuação transdisciplinar.


Especialista defende integração entre terapeuta, escola e família na aplicação da Psicomotricidade A psicomotricidade promove a integração entre corpo e mente. / Montagem: Imprensaatipica.com

Em 19 de abril foi celebrado o Dia Nacional do Psicomotricista, uma data que evidencia a importância de uma ciência fundamental para o desenvolvimento humano, especialmente para pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.

Muito além de uma prática voltada ao movimento, a psicomotricidade promove a integração entre corpo e mente, constituindo-se como base para que o indivíduo compreenda o mundo a partir de suas próprias experiências e possibilidades.
Para Ithalissa Bonfim, profissional com 25 anos de atuação em Porto Velho, a psicomotricidade vai além de uma abordagem terapêutica, é um caminho para a dignidade e a autonomia.

“Quando uma pessoa com deficiência conquista o domínio de um movimento ou desenvolve a noção de espaço, ela conquista também uma parte da sua liberdade”, afirma a especialista, que é fisioterapeuta, neuropsicóloga e diretora do Centro das Potencialidades Humanas (CPH), além de atuar com Terapias Assistidas por Animais, com ênfase na equoterapia.

Impacto no neurodesenvolvimento

Segundo Ithalissa, a psicomotricidade desempenha papel essencial na organização de habilidades fundamentais, como equilíbrio, lateralidade e orientação espacial. Além disso, contribui para o aprimoramento tanto de habilidades motoras amplas, como correr, quanto das mais finas, como o uso do lápis, favorecendo a autonomia nas atividades diárias.

A especialista defende uma abordagem integrada, que une os conhecimentos da neuropsicologia à prática motora. “Não se trata de repetir movimentos mecanicamente, mas de compreender a intenção por trás de cada ação. É isso que dá sentido ao movimento”, explica.

Nesse contexto, a psicomotricidade também atua na regulação emocional, no fortalecimento da autoestima e na melhora do desempenho escolar e social, especialmente em indivíduos com transtornos do neurodesenvolvimento.

Abordagem integrada e o papel da família

Para Ithalissa Bonfim, os melhores resultados terapêuticos acontecem quando há uma atuação transdisciplinar. A conexão entre terapeuta, escola e família é fundamental para que os avanços conquistados no ambiente clínico se consolidem no cotidiano.

“Ao longo desses 25 anos, percebo que o desenvolvimento global só acontece quando a família é acolhida e a escola é orientada. A psicomotricidade funciona como um elo entre esses contextos, valorizando sempre as potencialidades do indivíduo, em vez de focar apenas nas limitações”, destaca.

Em um cenário onde a inclusão se torna cada vez mais urgente, o papel do psicomotricista ganha ainda mais relevância. Promover o direito ao movimento, à expressão e à participação ativa na sociedade é um compromisso coletivo, e a integração entre profissionais, escola e família é o caminho para tornar esse direito uma realidade.




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