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Porto Velho,26/04/2026

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Autonomia: pai registra realização do filho autista ao escolher o próprio lanche

Do ponto de vista do desenvolvimento, estimular habilidades de vida diária fortalece conexões cognitivas, motoras e emocionais.


Autonomia: pai registra realização do filho autista ao escolher o próprio lanche Autonomia é uma realização para Paulo. / Imagens capturadas.

O vídeo, postado no Instagram, registra um momento de realização para Paulo: poder escolher o próprio lanche, fazer o pedido em seu nome e ir sozinho buscá-lo no balcão.

Paulo tem 9 anos e é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O registro foi feito em um shopping por Eduardo Lima, coordenador pedagógico da Apae de Porto Velho, que vivencia em casa a experiência de estimular a autonomia do filho.

O pai atípico também compartilhou esse belo texto (veja o vídeo após o texto):

Autonomia não nasce pronta, se constrói

A autonomia de uma criança com Transtorno do Espectro Autista não é apenas um objetivo pedagógico — é um marco no desenvolvimento da dignidade, da autoconfiança e da participação social. Cada pequena conquista em tarefas simples, como se alimentar sozinha, organizar seus brinquedos ou vestir-se, representa um avanço significativo na construção da independência funcional e da autoestima.

Do ponto de vista do desenvolvimento, estimular habilidades de vida diária fortalece conexões cognitivas, motoras e emocionais. Mais do que “fazer sozinho”, a criança passa a compreender rotinas, antecipar ações e desenvolver senso de responsabilidade. Isso reduz os níveis de frustração e amplia sua capacidade de interação com o mundo ao redor.

Nesse processo, o papel dos pais é técnico e sensível ao mesmo tempo. Estar atento aos detalhes faz toda a diferença: observar sinais sutis de progresso, identificar dificuldades específicas, ajustar estímulos e respeitar o tempo individual da criança. Muitas evoluções não acontecem de forma linear — são graduais, silenciosas e, por vezes, quase imperceptíveis para quem não observa com intencionalidade.

Além disso, é essencial que os pais sejam corajosos. Corajosos para acreditar na evolução, mesmo quando os resultados não são imediatos. Corajosos para insistir na repetição, na rotina e no incentivo diário. E, principalmente, corajosos para enxergar potencial onde muitos ainda veem limitações.

A autonomia não nasce pronta — ela é construída com consistência, apoio e confiança. E, quando uma criança com autismo conquista sua independência em pequenas tarefas, ela não apenas aprende a fazer algo: ela aprende que é capaz.

Eduardo Lima é músico, formado em Administração e Pedagogia, coordenador pedagógico da Apae de Porto Velho.








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