Autismo além do comportamento: nova abordagem amplia olhar sobre o tratamento
Neurologista destaca papel do metabolismo e da bioquímica e aponta uso complementar de suplementos
Pedro Schestatsky é membro titular da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). / Foto: Divulgação Durante muitos anos, o autismo foi compreendido predominantemente a partir de seus aspectos comportamentais. No entanto, avanços recentes na ciência têm ampliado esse olhar, incorporando fatores como metabolismo, bioquímica e funcionamento cerebral na compreensão do transtorno.
Essa é a perspectiva apresentada pelo neurologista Dr. Pedro Schestatsky, pós-doutor por Harvard e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Segundo ele, essa mudança de abordagem tem impacto direto nas estratégias de cuidado.
De acordo com o especialista, o interesse crescente pelo uso de suplementos está inserido nesse novo contexto. A proposta, no entanto, não é substituir tratamentos já consolidados, mas atuar como suporte em sintomas específicos, como alterações do sono, dificuldades de atenção, irritabilidade e aspectos cognitivos.
“A ciência ainda não traz respostas definitivas”, ressalta o neurologista. Apesar disso, ele aponta que as evidências atuais indicam um caminho cada vez mais consistente: o autismo deve ser compreendido de forma mais ampla, considerando múltiplos sistemas do organismo.
Essa visão integrada pode representar uma mudança significativa na forma como o tratamento é conduzido, ao incluir não apenas intervenções comportamentais, mas também aspectos biológicos e funcionais do indivíduo.
O especialista destaca, contudo, que esse campo ainda está em desenvolvimento e que as informações disponíveis são baseadas em estudos científicos que ainda não se consolidaram como diretrizes terapêuticas formais.




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