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Porto Velho,03/02/2026

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Mães atípicas cobram funcionamento de ônibus inclusivo "com responsabilidade social"

Prometido como avanço na inclusão, serviço está com agendamentos suspensos e não atende à demanda de crianças e adultos autistas


Mães atípicas cobram funcionamento de ônibus inclusivo O ônibus foi entregue pela Prefeitura em fevereiro deste ano / Foto: Divulgação

PORTO VELHO (RO) – O que começou como uma conquista celebrada pela comunidade autista da capital rondoniense, hoje é motivo de frustração e cobrança. O grupo de Mães Atípicas de Porto Velho lançou um apelo público à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) pedindo providências urgentes diante da paralisação do agendamento do “ônibus inclusivo”, veículo adaptado para transportar pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Recebemos com alegria o lançamento do primeiro ônibus adaptado para pessoas com autismo em Porto Velho, mas a realidade está muito aquém da promessa”, declarou o movimento. Segundo as mães, o serviço — que deveria garantir o deslocamento para terapias, consultas e centros de reabilitação — encontra-se suspenso, deixando diversas famílias sem acesso ao transporte adaptado.

O ônibus, lançado oficialmente no dia 21 de fevereiro deste ano pela Prefeitura de Porto Velho, foi apresentado como um marco na inclusão e acessibilidade. A cerimônia de entrega, realizada no Espaço Alternativo, contou com a presença do prefeito Léo Moraes, que destacou a iniciativa como “uma prioridade da gestão”.

Equipado com ar-condicionado, elevador para cadeirantes, abafadores de som, Wi-Fi e identidade visual sensorialmente adequada, o veículo foi projetado para oferecer conforto e segurança a pessoas com autismo, atendendo gratuitamente mediante agendamento via aplicativo “PVH Acessibilidade” ou presencialmente na sede da Semtran.

O movimento reivindica três medidas principais:

- A ampliação da frota adaptada, para que mais famílias sejam atendidas;
- O restabelecimento imediato dos agendamentos, garantindo continuidade no serviço;
- E a responsabilidade social na gestão do transporte inclusivo, assegurando que o direito ao acesso não seja interrompido.

“Os nossos filhos não podem esperar. A inclusão não pode parar. Seguiremos vigilantes e mobilizadas por respeito, acessibilidade e direitos”, finaliza o comunicado do grupo.

Até o momento, a Prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.




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